PIB da Paraíba cresce 2,9% em 2014, diz IBGE

Segundo os resultados mais recentes das Contas Regionais do Brasil, em 2014, o PIB da Paraíba alcançou R$52,936 bilhões de reais, com um crescimento de 2,9%, sendo considerado um bom desempenho, já que a economia brasileira ficou praticamente estável variando 0,5% no referido ano.

Já no acumulado do período 2010-2014 o aumento na economia da Paraíba foi de 19,7%, ocupando, assim, o 6º lugar entre os que mais cresceram no Brasil e o 3º no ranking do Nordeste. Sob a ótica da produção, a expansão verificada foi decorrente do aumento de 2,1% do Valor Adicionado a preços básicos e do crescimento de 8,7% nos Impostos sobre Produtos, líquidos de subsídios e refletiu o desempenho real positivo dos três setores de atividades econômicas: Indústria (5,1%), Serviços (1,5%) e Agropecuária (1,2%). O crescimento dos Impostos deveu-se ao acréscimo de 1,7 pontos percentuais na participação do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), tributo de maior peso na arrecadação estadual, representando 73,7% em 2014.

Considerando todo o período da nova série 2010-2014, verificou-se que a economia paraibana continua crescendo anualmente mais que a do Brasil e sua participação no PIB nacional subiu de 0,87 para 0,92% em 2014. Corroboraram para tanto o desenvolvimento e o crescimento dos dois setores econômicos mais expressivos do estado: a Indústria, que acumulou crescimento de 40,4% e os Serviços que acumularam 13,3%. Destaque-se que os Impostos, nesse mesmo período, registraram um aumento real acumulado de 37,9%.

O PIB per capita paraibano também apontou bom crescimento em termos nominais (13,3%), registrando o valor de R$13.422 em 2014. A razão desse indicador em relação ao nacional (R$ 28.500) aumentou 2,4 p.p., subindo de 43,7% para 47,1%. Apesar disso, observa-se que a Paraíba ainda encontra-se abaixo do nível de 50% do valor médio nacional.

Sob a ótica da renda, no ano de 2014, o valor total correspondente à renda gerada (PIB) foi de R$ 52,936 bilhões; desse total, o componente Remuneração dos Empregados (R$ 27,296 bi) recuou de 0,6 pontos percentuais na participação, ficando em 51,6% desse valor, sendo a maior parte (41,1%) referente aos Salários (R$ 21,755 bi) e o restante 10,5% relativo às Contribuições Sociais. Por outro lado, os componentes Rendimento Misto mais o Excedente Operacional Bruto (totalizaram R$ 19,329 bi), que correspondem aos rendimentos dos empregadores e autônomos, e as remunerações do capital aumentaram em 0,9 p.p. a sua participação, passando a 36,5% da renda gerada. Por fim, os Impostos totais somaram um montante de R$ 6,311 bi, ou seja, o correspondente a 11,9% da renda gerada, nesse ano.

Fonte: Ideme Paraíba