Festas de fim de ano estimulam crescimento do Índice de Confiança do Consumidor em João Pessoa

O Natal ainda não chegou, mas já traz para o comércio um clima característico desta época: a prosperidade. O Índice de Confiança do Consumidor (ICC), na Região Metropolitana de João Pessoa, registra, neste mês de outubro, uma alta de 1,85% no contraponto com o mês anterior, passando de 106,51 pontos em setembro para 108,48 pontos. O ICC cresce pelo sexto mês consecutivo neste ano de 2016. O estudo foi realizado pelo Instituto Fecomércio de Pesquisas Sociais e Econômicas da Paraíba.

“Esta expansão foi influenciada, em parte, pela expectativa de início do período de contratação de trabalhadores temporários para o momento natalício e pela expectativa de recebimento da primeira parcela do décimo terceiro salário que está prevista para o próximo mês, mas que já influenciam positivamente o indicador de confiança”, afirmou o Presidente da Fecomércio Paraíba, Marconi Medeiros.

Na comparação anual, o ICC também apontou expansão (14,14%), subindo de 95,04 para 108,48 pontos neste mesmo período. É importante salientar que esta é a quinta alta consecutiva da confiança neste tipo de comparação, anual. Porém, vale destacar que essa recuperação da confiança do paraibano nos últimos meses ainda não pode ser considerada como um sinal de que ocorrerá, em curto prazo, um aumento no consumo das famílias, devido à situação econômica nacional.

Na avaliação por gênero, tanto as mulheres quanto os homens apresentaram expansão do nível de confiança, com taxas de 2,02% e 1,61%, respectivamente. Entre as mulheres, o indicador passou de 106,68 pontos em setembro/2016 para 108,83 pontos em outubro/2016, já entre os homens variou de 106,32 para 108,04 pontos neste mesmo período. Com relação ao estado civil, os consumidores casados ou regime de união estável foram os que apresentaram a maior alta (2,04%).

O ICC é composto por dois subindicadores: o Índice das Condições Econômicas Atuais (ICEA), que apura a confiança do consumidor em relação à sua situação atual, e o Índice de Expectativa do Consumidor (IEC), que mede o sentimento do consumidor em relação à sua situação futura. Em outubro de 2016, tanto o IEC quanto o ICEA apresentaram alta na comparação com o mês anterior, com taxas de 2,11% e 1,46%, respectivamente.

Na avaliação considerando a situação futura da família, o percentual de entrevistados que avaliaram como “melhor” subiu de 63,64% em setembro/2016 para 64,40% neste mês. Em contrapartida, o percentual dos que avaliaram como “pior” a situação futura da família caiu de 8,21% para 3,26% neste mesmo período.

Quanto à avaliação dos consumidores em relação à estabilidade de seus empregos, a pesquisa revelou que a parcela de entrevistados que se sentiram “seguros” ou “extremamente seguros” subiu de 47,45% para 47,85% em comparação ao mês anterior. Neste mesmo período, o percentual de entrevistados que se sentiram “nada seguro” ou “um pouco seguro” em relação à estabilidade de seus empregos caiu de 41,02% para 40,26%.

A sondagem tem por objetivo fazer o diagnóstico de um conjunto de informações econômicas, construídas a partir de respostas sobre as condições correntes e futuras, esperadas pelos consumidores em níveis micro e macroeconômicos. A escolha da amostra apresenta um índice de confiança de 95% e um erro amostral de 4,90%. Para atender a precisão desejada, a amostra foi estimada em aproximadamente 400 entrevistas, sendo os participantes escolhidos de forma aleatória na RMJP, em diversos pontos onde ocorre maior concentração de consumidores.