Confiança do comércio ficou estável neste Natal

A confiança dos comerciantes ficou estável em dezembro (0,0%) na série livre de influências sazonais, segundo o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec), divulgado nesta semana pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Registrando 99,1 pontos contra 98,9 pontos em novembro, a estabilidade do índice interrompe uma sequência de sete meses de crescimento. Por outro lado, o Icec  cresceu 24,1% em relação a dezembro de 2015.

 

“O resultado do Icec neste mês do Natal deveu-se à redução na avaliação das condições correntes, à estabilidade nas expectativas de curto prazo e ao pequeno aumento nas intenções de investimentos”, afirmou a economista da CNC Izis Ferreira.

O Icec ainda se encontra em um patamar negativo, abaixo dos 100 pontos. “A atividade do comércio não mostra perspectiva de recuperação no curto prazo e segue negativa a evolução das vendas, o que deverá acontecer também neste Natal. As condições ruins do mercado de trabalho, o crédito caro e o elevado comprometimento da renda dos consumidores continuam dificultando o consumo e a recuperação das vendas do comércio”, complementa Izis.

Condições atuais

O subíndice do Icec que mede a percepção dos comerciantes sobre as suas condições atuais teve queda de 0,9% em dezembro. Após consecutivas quedas, a avaliação das condições correntes vinha melhorando desde fevereiro deste ano, movimento que foi interrompido neste dezembro.

A percepção dos varejistas quanto às condições atuais da economia piorou em dezembro (-3,6%), assim como em relação ao desempenho do comércio (-0,7%), enquanto melhorou em comparação ao desempenho da empresa (+0,5%). A proporção de comerciantes que avaliam as condições atuais da economia como “piores” é menor, mas se mantém elevada: para 79,8% dos varejistas, a economia piorou em dezembro.

Estoques

Em dezembro, o subíndice que mede as condições de investimentos do comércio registrou alta de 0,4%, influenciado por novo aumento nas intenções de contratação de funcionários (+0,6%) e pela alta nas intenções de investimentos na empresa (+1,3%). Por outro lado, piorou a avaliação dos estoques diante da programação das vendas (-0,6%).

Fonte: CNC