Intenção de Consumo aumenta 2,6% em dezembro

A Intenção de Consumo das Famílias (ICF), apurada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), em dezembro, ficou em 76,2 pontos. O resultado mostra um avanço de 2,6% em relação a novembro. Contudo, na comparação com 2015, ainda existe uma queda de 0,3%, e o índice segue em um nível menor que 100 pontos, abaixo da zona de indiferença, o que indica uma percepção de insatisfação com a situação atual.

"Os indicadores de confiança registraram avanço, devido, principalmente, à sazonalidade do período. Entretanto, a manutenção do custo elevado do crédito e da perda do poder de compra – com o aumento do desemprego e a queda da renda – vem dificultando uma retomada do consumo", explica o economista da CNC Bruno Fernandes.

Atualidade
Novamente acima da zona de indiferença, o subíndice Emprego Atual ficou em 106,6 pontos e registrou avanços de 1,0% em relação ao mês anterior e de 2,9% na comparação com o mesmo período do ano passado. O percentual de famílias que se sentem mais seguras em relação ao Emprego Atual é de 31,6%.

Influenciado pelas festas de fim de ano, o componente que mede o Nível de Consumo Atual cresceu 5,7% em relação a novembro e ficou em 51,7 pontos. Na comparação com 2015, no entanto, o índice caiu 5,3%. A maior parte das famílias (61,1%) declarou estar com o nível de consumo menor que o do ano passado.

Com 67,3 pontos, o Acesso ao Crédito se manteve estável na comparação mensal e apresentou redução de 10,5% em relação a dezembro de 2015. Já o item Momento para Duráveis, influenciado, sobretudo, pelas altas taxas de juros, ficou em 50,9 pontos – o pior resultado entre todos os componentes – apesar de ter crescido 8,6% ante novembro e 6,9% em relação ao mesmo período do ano passado. A maior parte das famílias, 71,3%, considera o momento atual desfavorável para a aquisição de duráveis.

Expectativa
As famílias apresentaram avanço nas Perspectivas Profissionais na comparação mensal. Com 100,5 pontos (acima da zona de indiferença), o componente teve aumento de 1,6%, em relação ao mesmo período do ano passado. Do total das famílias, 44,8% consideram negativo o cenário para os próximos seis meses.

O item Perspectiva de Consumo registrou aumento de 3,7% em relação a novembro de 2016. Na comparação anual, o índice teve crescimento de 10,0%, a terceira variação anual positiva desde agosto de 2014.

Diante das condições econômicas ainda desfavoráveis, a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) revisou mais uma vez a expectativa de queda do varejo restrito de -6,0% para -6,5%, enquanto no ampliado, que inclui os setores de automóveis e materiais de construção, espera-se um recuo de -9,5% ao final de 2016.

Fonte: CNC