Maio registra quarta alta consecutiva no Índice de Confiança do Consumidor na Paraíba

O mês de maio registrou a quarta alta consecutiva no Índice de Confiança do Consumidor (ICC), avaliado pelo Instituto Fecomércio de Pesquisas Econômicas e Sociais da Paraíba. O ICC passou de 107,10 pontos em abril para 108,09 pontos neste mês, uma alta de 0,92%. É importante ressaltar que o ICC de maio de2017 ainda não captou os desdobramentos da nova crise política iniciada na segunda quinzena desse mês, já que a pesquisa de campo é realizada nos 10 primeiros dias de cada mês.

Na comparação anual, o índice registrou alta de 11,08%, passando de 97,31 em maio de 2016 para 108,09 pontos este ano. A escala de pontuação do Índice de Confiança do Consumidor varia de 0 (total pessimismo) a 200 (total otimismo).

Para o Presidente da Fecomércio Paraíba, Marconi Medeiros, “este aumento da confiança do consumidor paraibano foi influenciado, em parte, pelo aumento do emprego formal em abril deste ano, saques em contas inativas do FGTS e pela queda da inflação”.

Na avaliação por gênero, tanto os homens quanto as mulheres se mostraram mais confiantes, com altas de 0,96% e 0,78%, respectivamente. Os consumidores casados ou em união estável registraram o maior acréscimo, com 1,59%. Por escolaridade, os que possuem ensino médio completo demonstraram maior crescimento, com 1,19%, e por renda, os que ganham entre sete e dez salários mínimos, com expansão de 1,82%.

Condições atuais e expectativa
O Índice de Confiança do Consumidor é composto por dois subindicadores: O Índice das Condições Econômicas Atuais (ICEA) que apura a confiança do consumidor em relação à sua situação atual e o Índice de Expectativa do Consumidor (IEC) que mede o sentimento do consumidor em relação à sua situação futura. Na comparação abril / maio 2017, tanto o ICEA quanto o IEC apresentaram crescimento, com 1,37% e 0,61%, respectivamente.

Na avaliação dos consumidores considerando a situação atual da família, a parcela de consumidores que avaliaram como melhor a atual situação familiar subiu de 25,00% para 25,57%, e a parcela de consumidores que julgaram como pior a atual situação da família caiu de 45,25% para 42,28%. Já na avaliação dos entrevistados considerando a situação futura da família, o percentual que avaliaram como melhor aumentou de 62,75% em abril para 63,64% neste mês. Em contrapartida, o percentual dos que avaliaram como pior caiu de 8,25% para 5,06% no mesmo período.

Quanto à avaliação dos consumidores em relação à estabilidade de seus empregos, a pesquisa revelou que a parcela de entrevistados que se sentiram seguros ou extremamente seguros subiu de 48,96% para 61,07%. O percentual de entrevistados que se sentiram nada seguro ou um pouco seguro, em relação à estabilidade de seus empregos, caiu de 48,87% para 33,22%.

Metodologia
A sondagem tem por objetivo fazer diagnóstico de um conjunto de informações econômicas, construídas a partir de respostas sobre as condições correntes e futuras, esperadas pelos consumidores em níveis micro e macroeconômicos. A escolha da amostra apresenta um índice de confiança de 95% e um erro amostral de 4,90%. Para atender a precisão desejada, a amostra foi estimada em aproximadamente 400 entrevistas, sendo os participantes escolhidos de forma aleatória na RMJP, em diversos pontos onde ocorre maior concentração de consumidores.